segunda-feira, 18 de maio de 2015

A verdade da aldrabice

Albardar os exames à vontade do dono?

Há resultados de exames feitos por “encomenda”? O MEC nega, mas a suspeita foi lançada. E se houver?

"... o presidente do Conselho Científico do IAVE afirmou que o Ministério da Educação (MEC) tem feito “a encomenda dos exames nacionais” com a indicação de que se deve “manter a estabilidade nos resultados” dos alunos “em relação aos anos anteriores, porque socialmente é difícil de explicar que as notas tenham grandes variações”. Isto, que já de si causaria perplexidade, foi acrescido de alguns pormenores sobre como alterar os resultados finais com recurso a pequenos “truques” técnicos. Disse ele: “Hoje temos um historial de cinco mil itens a Português, por exemplo. Se quero que haja notas altas é muito fácil. Pego numa ou em duas perguntas, substituo-as por outras, aparentemente semelhantes, e a minha expectativa em relação aos resultados dá um salto de cinco valores”. Mais adiante disse que “não é segredo para ninguém que as equipas do IAVE que realizam os exames fazem uma estimativa de que resultados, em média, cada exame vai ter”. E não só “acertam em 95 % dos casos” como “conseguem fazer um exame para a nota que querem”. Dito assim, é espantoso: se os resultados fossem encomendados para se aproximarem de uma determinada nota, a equipa conseguiria “fabricar” exames à medida."

Embora pareça inacreditável, é verdade, e o presidente do Conselho Científico do IAVE tem vindo a repetir e a fazer demonstrações públicas do facto. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Liderança Democrática, Cultura Integradora e Gestão Participada

Acreditamos numa liderança democrática numa cultura integradora e numa gestão participada que, segundo Torres & Palhares (2009), consegue elevar os níveis de confiança dos professores, envolvendo-os na missão do projecto, alcançando, por isso, níveis mais elevados de esforço extra, eficácia e satisfação. Todo o trabalho deve ser baseado na colaboração, na participação, na autonomia, na motivação, na comunicação aberta e na responsabilização conjunta (Santos, 2007).

Para além desta liderança de topo, é fundamental uma liderança instrucional por parte de todos os professores. Esta liderança de sala de aula focada nas práticas pedagógicas, a qualificação de professores e os processos de partilha e colaboração são a chave para o sucesso.

ACREDITAMOS
  • que "Os professores são as peças centrais na construção de mudanças e na melhoria da educação e/ou na criação de experiências educativas potenciadoras de sucesso educativo". No entanto, segundo Carlinda Leite para que essa mudança e essa melhoria ocorram é necessário que os professores: saibam, possam e queiram a mudança e a melhoria da educação; trabalhem colaborativamente e partilhem e reflictam sobre as práticas e sejam reconhecidos pelos pares e pela tutela com a divulgação das boas práticas desenvolvidas.
  • que, contrariando o relatório Coleman (1966)"a escola e os professores podem fazer a diferença e existem pressupostos básicos para essa consecução" que segundo Matias Alves estão centrados na "Gramática Escolar". Estes factores centrais da gestão e organização escolar passam pela gestão de recursos humanos, horários, distribuição de alunos por turma... e ainda pela gestão pedagógica em cada sala de aula em que os alunos devem ser produtores e não consumidores de conhecimentos.
  • que "para que a escola possa evitar que a injustiça social afecte os alunose não ratifique e reproduza as desigualdades sociais, perpetuando a pobreza e a iliteracia, tal como sugere Teresa Sarmento, se ouça os alunos, que se focalize nestes a acção pedagógica e se desenvolvam os seus interesses pessoais. É necessário envolver as famílias e os alunos no seu percurso académico.

Assim, acreditamos que a ESCOLA pode ser uma mais-valia para a Família e a Comunidade na Construção de Projetos de Vida Sustentáveis.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Estado da Educação


"O insucesso escolar, entendido como a repetência ou retenção durante um ou mais anos ao longo do percurso escolar dos alunos, é apontado por alguns estudos como fator preditivo do abandono escolar" (p. 40).

"A ideia de que a repetição do ano favorece a aprendizagem do aluno ainda está muito enraizada entre nós. Para ultrapassar esta cultura de retenção não bastará alterar a legislação, é necessário encontrar estratégias credíveis que permitam fazer face às dificuldades dos alunos, das escolas e dos professores" (p. 40).

"Os dados de 2013, relativos ao abandono precoce, colocam Portugal (19,2%) na cauda Europa (11,9% na UE 28) e a uma distância significativa da meta para 2020 (inferior a 10%)" (p. 43).

"A prevenção do abandono precoce deverá passar pela promoção das aprendizagens e do sucesso escolar, ainda no pré-escolar e nos primeiros anos do Ensino Básico, através de estratégias que envolvam a escola, os professores e o contexto social e familiar dos alunos" (p. 43).

sábado, 2 de maio de 2015

Ensinar e Aprender: alcançar a qualidade para todos.


O 11º Relatório de Monitorização Global da Educação para Todos, com o título “Ensinar e aprender: alcançar a qualidade para todos”, reúne informação e dados estatísticos sobre o estado do ensino no mundo, os progressos alcançados nessa área e as decisões a tomar no âmbito dos objetivos para o desenvolvimento no período pós-2015.

Este relatório é uma publicação anual independente, facilitada e apoiada pela UNESCO, que explora a relação entre educação e desenvolvimento num mundo em rápida mutação.


11º Relatório de Monitorização Global da Educação para Todos, em inglês: http://unesdoc.unesco.org

Versão concisa do relatório, em português: http://unesdoc.unesco.org

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Feliz Natal


e um Ano Novo cheio de coisas boas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Percepções dos Alunos sobre o impacto das TIC na aprendizagem e na vida profissional

More than 70% of students at grade 8 and 11 agree or strongly agree on the positive impact of ICT on a number of learning aspects. However, students in two branches of vocational education (engineering, manufacturing, construction and clerical/office work) have relatively more positive opinions (figure below) on the impact of ICT on their learning than their peers in general education (read more).



Princípios para fazer da educação uma educação experimental