terça-feira, 12 de abril de 2016

José Pacheco: “Aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”


Uma escola sem divisão por ciclos de ensino, sem turmas, sem aulas, nem testes. Uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes. É esta a escola que o professor José Pacheco defende.

José Pacheco tem 64 anos e é mestre em Educação da Criança, pela Universidade do Porto. Chegou a fazer parte do Conselho Nacional de Educação e ganhou prémios pelo projeto que coordenou na Escola da Ponte. Há 10 anos decidiu mudar-se e rumou ao Brasil, onde é responsável por mais de 100 projetos para um novo modelo de ensino. No ano em que a Escola da Ponte faz 40 anos, o Observador pôs-se à conversa com o seu principal fundador.

Crítico do modelo tradicional de ensino, que afirma ser do século XIX, o professor defende a aprendizagem numa escola sem aulas, nem turmas, nem ciclos. Uma mudança radical na forma como vemos a escola pública? Sim. Mas possível de implementar, e com sucesso, garante.

Porque é que há 40 anos sentiu necessidade de mudar a forma como dava aulas? O que o levou a iniciar o projeto “Fazer a Ponte”?

quarta-feira, 30 de março de 2016

Publicações da Comissão Europeia sobre Abandono Escolar e Formação Inicial de Professores


Foram divulgadas as conclusões dos subgrupos do Grupo de Trabalho para a Política Educativa ET 2020 (2014-15) da União Europeia que se debruçaram sobre a prevenção do abandono escolar e a formação inicial de professores.

Publicações:
- Uma abordagem escolar integrada para a prevenção do abandono escolar – Recomendações sobre política educativa (PT)
- A whole school approach to tackling early school leaving - Policy messages (EN)
- Estruturar perspetivas de carreira no ensino - Guia sobre as políticas de melhoria da Formação inicial dos docentes - Síntese (PT)
- Shaping career-long perspectives on teaching - A guide on policies to improve Initial Teacher Education (EN)

European Toolkit for Schools: Promoting inclusive education and tackling early school leaving

  • Está interessado em encontrar estratégias mais eficazes para ajudar os alunos?
  • Está à procura de soluções que promovam o envolvimento dos pais na escola?
  • A sua escola possui um grande número de alunos cuja língua materna não é a portuguesa?
  • A sua escola está a equacionar a introdução de abordagens mais colaborativas no processo ensino/aprendizagem?

Então este TOOLKIT pode ser útil à sua escola!

Este recurso, que se encontra online, fornece-lhe uma grande variedade de materiais elaborados com o objetivo de ajudar as escolas!

Temas e subtemas explorados:
Gestão escolar: visão estratégica, planeamento, gestão, cooperação…
Professores: competências, relação com os alunos e pais, formação inicial, desenvolvimento profissional…
Alunos: ambiente seguro e saudável, participação dos alunos na vida escolar, orientação, currículo, avaliação, monitorização das situações de risco, NEE, meios socioeconómicos desfavorecidos…
Pais: comunicação, informação, envolvimento dos pais na vida escolar, espaços para pais, aprendizagem em família…
Envolvimento dos parceiros: equipas multidisciplinares, redes de parcerias, parceiros locais, organizações comunitárias, sociedade civil…

quarta-feira, 9 de março de 2016

Para que serve reprovar?

Eduardo Sá refere que "Regra geral, serve para quase nada".


Chegados aqui, será importante interrogar-nos para que é que serve reprovar um aluno? Para lhe darmos oportunidade de reunir os conhecimentos com que passe a estar apto para conquistar conhecimentos mais complexos. Dito desta maneira - e por mais que seja dolorosa para quem a decide, até pelo insucesso que representa para quem dedicou muito de si a esse aluno - será um exercício de prudência, de ponderação e de sensatez. Mas será que a relação de custo/benefício que uma reprovação traz consigo fará com que ela seja sempre assim? Não! Uma reprovação - pela humilhação que representa para um aluno, pelo "terramoto" que traz a uma família e pelo desencanto (quase desesperança) como que arrefece o entusiasmo da escola - é quase meio caminho andado para que se passe do amor ao medo pelo conhecimento, e da garra e do brio ao "tanto faz" com que os miúdos mascaram a dor pelos maus resultados com a indiferença. E, muito pior, por causa de tudo isso, uma reprovação torna-se, garantidamente, meio caminho andado para que disparem as probabilidades de nunca mais se ser bom aluno, e que as probabilidades de voltar a reprovar aumentem, de forma vertiginosa.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

"Alunos com baixo desempenho: por que ficam para trás, e como se pode ajudar a terem sucesso" Publicação da OCDE

Não há nenhum país ou economia a participar no PISA 2012 capaz de afirmar que todos os seus estudantes de 15 anos alcançaram um nível básico de proficiência em matemática, leitura e ciência.
O mau aproveitamento escolar tem consequências a longo prazo, tanto para o indivíduo como para a sociedade.
A redução do número de alunos de baixo desempenho não é apenas um objetivo em si mesmo, mas também uma forma eficaz de melhorar o desempenho geral de um sistema de educação e equidade, uma vez que o baixo desempenho incide maioritariamente nas famílias socioeconomicamente desfavorecidas.
Examinando os casos de baixo desempenho escolar e relacionando-os com o baixo contexto familiar, constata-se uma desvalorização da escola e da educação.
O relatório também analisa as práticas escolares e políticas educacionais associadas ao fraco desempenho dos alunos. Revela ainda que os decisores políticos, educadores, pais e os próprios alunos, podem diminuir os baixos níveis de desempenho e alcançar o sucesso na escola.
Poderá aceder a esta publicação através do link:

https://drive.google.com/open?id=0B9PQokqc22GpVDBmbzE5WGU4YlE

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

I Seminário do Observatório de Autoavaliação de Escolas: Contextos e práticas de autoavaliação

O primeiro seminário realizado no âmbito do Observatório de Autoavaliação de Escolas destina-se a alunos de pós-graduação, professores e investigadores, incluindo os docentes que fazem parte dos agrupamentos de escolas com os quais o Observatório de Autoavaliação de Escolas do Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho tem protocolo.


Este seminário corresponde a um total de 12 horas com certificação do Conselho Científico Pedagógico de Formação Contínua. O evento pretende:

i) problematizar a autoavaliação nos agrupamentos de escolas;
ii) divulgar práticas de autoavaliação nos agrupamentos de escolas;
iii) reforçar sinergias de cooperação entre agrupamentos de escolas e instituições de ensino superior.

Mais informações em http://store.uminho.pt/pt/seminariooaescolas