quinta-feira, 19 de abril de 2018

XIV Congresso da SPCE - 11, 12 e 13 de outubro de 2018 - FPCEUC

XIV Congresso da Sociedade Portuguesa das Ciências da Educação


O XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (SPCE) terá lugar em Coimbra, de 11 a 13 de outubro de 2018, tendo como instituição anfitriã a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCE) da Universidade de Coimbra. Com o título “Ciências, Culturas e Cidadanias” e realizado no Ano Europeu do Património Cultural, o congresso pretende constituir-se com um espaço de partilha de conhecimentos científicos na área da educação e em domínios afins. Num tempo em que as fronteiras geopolíticas dos diferentes países do mundo, e a organização social no interior dos mesmos, enfrentam grande instabilidade, com consequências imprevisíveis para a garantia dos direitos humanos, importa convocar a pluralidade e a transdisciplinaridade das Ciências da Educação, para dar resposta aos desafios de forma ética, salvaguardando o valor da vida humana e a sustentabilidade das gerações presentes e futuras.

Tendo como referência os eixos temáticos que este congresso contempla, convidam-se todos/as os/as interessados/as a submeter propostas de comunicação, com o objetivo de dar visibilidade a trabalhos científicos feitos em Portugal e no estrangeiro, colocando em diálogo profícuo investigadores/as, estudantes e profissionais.

terça-feira, 12 de abril de 2016

José Pacheco: “Aulas no século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende”


Uma escola sem divisão por ciclos de ensino, sem turmas, sem aulas, nem testes. Uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes. É esta a escola que o professor José Pacheco defende.

José Pacheco tem 64 anos e é mestre em Educação da Criança, pela Universidade do Porto. Chegou a fazer parte do Conselho Nacional de Educação e ganhou prémios pelo projeto que coordenou na Escola da Ponte. Há 10 anos decidiu mudar-se e rumou ao Brasil, onde é responsável por mais de 100 projetos para um novo modelo de ensino. No ano em que a Escola da Ponte faz 40 anos, o Observador pôs-se à conversa com o seu principal fundador.

Crítico do modelo tradicional de ensino, que afirma ser do século XIX, o professor defende a aprendizagem numa escola sem aulas, nem turmas, nem ciclos. Uma mudança radical na forma como vemos a escola pública? Sim. Mas possível de implementar, e com sucesso, garante.

Porque é que há 40 anos sentiu necessidade de mudar a forma como dava aulas? O que o levou a iniciar o projeto “Fazer a Ponte”?

quarta-feira, 30 de março de 2016

Publicações da Comissão Europeia sobre Abandono Escolar e Formação Inicial de Professores


Foram divulgadas as conclusões dos subgrupos do Grupo de Trabalho para a Política Educativa ET 2020 (2014-15) da União Europeia que se debruçaram sobre a prevenção do abandono escolar e a formação inicial de professores.

Publicações:
- Uma abordagem escolar integrada para a prevenção do abandono escolar – Recomendações sobre política educativa (PT)
- A whole school approach to tackling early school leaving - Policy messages (EN)
- Estruturar perspetivas de carreira no ensino - Guia sobre as políticas de melhoria da Formação inicial dos docentes - Síntese (PT)
- Shaping career-long perspectives on teaching - A guide on policies to improve Initial Teacher Education (EN)

European Toolkit for Schools: Promoting inclusive education and tackling early school leaving

  • Está interessado em encontrar estratégias mais eficazes para ajudar os alunos?
  • Está à procura de soluções que promovam o envolvimento dos pais na escola?
  • A sua escola possui um grande número de alunos cuja língua materna não é a portuguesa?
  • A sua escola está a equacionar a introdução de abordagens mais colaborativas no processo ensino/aprendizagem?

Então este TOOLKIT pode ser útil à sua escola!

Este recurso, que se encontra online, fornece-lhe uma grande variedade de materiais elaborados com o objetivo de ajudar as escolas!

Temas e subtemas explorados:
Gestão escolar: visão estratégica, planeamento, gestão, cooperação…
Professores: competências, relação com os alunos e pais, formação inicial, desenvolvimento profissional…
Alunos: ambiente seguro e saudável, participação dos alunos na vida escolar, orientação, currículo, avaliação, monitorização das situações de risco, NEE, meios socioeconómicos desfavorecidos…
Pais: comunicação, informação, envolvimento dos pais na vida escolar, espaços para pais, aprendizagem em família…
Envolvimento dos parceiros: equipas multidisciplinares, redes de parcerias, parceiros locais, organizações comunitárias, sociedade civil…

quarta-feira, 9 de março de 2016

Para que serve reprovar?

Eduardo Sá refere que "Regra geral, serve para quase nada".


Chegados aqui, será importante interrogar-nos para que é que serve reprovar um aluno? Para lhe darmos oportunidade de reunir os conhecimentos com que passe a estar apto para conquistar conhecimentos mais complexos. Dito desta maneira - e por mais que seja dolorosa para quem a decide, até pelo insucesso que representa para quem dedicou muito de si a esse aluno - será um exercício de prudência, de ponderação e de sensatez. Mas será que a relação de custo/benefício que uma reprovação traz consigo fará com que ela seja sempre assim? Não! Uma reprovação - pela humilhação que representa para um aluno, pelo "terramoto" que traz a uma família e pelo desencanto (quase desesperança) como que arrefece o entusiasmo da escola - é quase meio caminho andado para que se passe do amor ao medo pelo conhecimento, e da garra e do brio ao "tanto faz" com que os miúdos mascaram a dor pelos maus resultados com a indiferença. E, muito pior, por causa de tudo isso, uma reprovação torna-se, garantidamente, meio caminho andado para que disparem as probabilidades de nunca mais se ser bom aluno, e que as probabilidades de voltar a reprovar aumentem, de forma vertiginosa.